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Produtores chilenos de abacate estão inovando com eficiência de água

por | maio 9, 2019 | Media – News, Não categorizado |

Atualmente sendo mais de dez vezes mais popular que nos anos 80, o abacate tem sido uma vítima de seu próprio sucesso de algumas maneiras. Sua notoriedade (particularmente entre os millenials) trouxe ao destaque sua suposta pegada hídrica, mas diversas vezes, em relatórios, fecham os olhos à outras safras sedentas.

O quão fiel essa análise reflete a situação real nos solos do Chile?
Conversamos com alguns líderes da indústria para descobrir.

Ao jugar pelas manchetes sensacionalistas na mídia de língua inglesa, você quase acreditaria que os chilenos não tem consciência com a questão de água, mas não se engane, está é uma preocupação atual no país da América do Sul. Na agricultura e além, unidades de eficiência de água estão bem encaminhadas, em níveis. Como por exemplo, Escenerios Hidricos 2030 foi lançado em 2016 pela NGO Fundación Chile. Seu presidente, Alejandro Jadresic, enfatiza: ”A urgência da situação da água, no Chile, nos desafia à integrar esse recurso no desenvolvimento sustentável de nosso país.” Muitas vezes os humanos demonstram seu lado mais inovador em tempos de crise, e essa não foi diferente. “É hora de encara a escassez de nosso recurso vital e a enxergar como uma oportunidade para a inovação”, Jadresic prossegue (entrevista completa aqui). Atualmente, em março desse ano, no Dia Mundial da Água, o Ministério da Agricultura lançou a campanha United for Water (Unidos pela Água), destacando o compromisso à inovação: “Apenas esse ano destinamos mais de $67 bilhões para irrigação, todos para responder a chamada da agricultura chilena para tornar o uso de água mais eficiente nas safras.”

Como uma parte ainda mais significativa da economia chilena, os produtores de abacate, em particular, se levantaram Á esse desafio inovador. No epicentro dessa unidade inovadora está o Hass Avocado Committee(Comitê de Abacate Hass). Em uma conversa iluminada, seu Gerente Geral, Fransisco Contardo-Sfeir, nos cedeu uma perspectiva sobre a resposta dos produtores com relação à escassez de água. O abacate cresce melhor em regiões semiáridas e este é um fator por trás do uso de água: “Água é importante para toda a agricultura, particularmente para nós, pois 70% de nossas plantações estão em áreas montanhosas. Portanto o uso eficiente de água é primordial, assim como algo que sempre enfatizamos.”

Enquanto cada produtor possui seu próprio projeto de eficiência, o Comitê vem colaborado com INIA, o Institute of Agricultural Research of the Ministry of Agriculture (Instituto de Pesquisa Agrícola do Ministério da Agricultura), em uma gama de diferentes inovações de eficiência de água. Isso inclui coberturas plásticas para otimizar a evapotranspiração e uma nova irrigação por gotejadores utilizando tubos levemente enterrados, o que torna a irrigação ainda mais eficiente e direta, sem a água corroendo a terra. Também possuem experimentos com tetos de vidro para ver o efeito do ‘reuso’ da evapotranspiração das árvores. “Esses três projetos estão nos ajudando na busca de melhor eficiência e menos uso de água,” diz Contardo-Sfeir, “e prosseguindo com a nossa campanha de longo prazo, para ser o mais sustentável possível.”

Em resposta à cobertura internacional da imprensa, o Comitê publicou estatísticas iluminadoras na atual pegada hídrica de regiões específicas. Medidas em Litros por Quilograma de produção, a maior pegada hídrica relatada foi na região Limarí (462.6) e a menor em Maipo (338.3). Essa não é uma quantidade pequena de água, mas é importante observar que até o menor relato de pegada empalidece em à outros alimentos diários em todo mundo, do café à carne e até mesmo bananas:

Fonte: Departamento de Abastecimento de Água de Hong Kong

Departamento de Abastecimento de Água de Hong Kong:

(Estatísticas e análises completas disponíveis aqui.)

A cobertura da mídia espalhada foi incorreta, em diversas formas – ignorou completamente os produtos alimentícios que consomem mais água, espalhou estatísticas que não refletem verdadeiramente a realidade no solo, enquanto não fez menção alguma das unidades de inovação para o aumento de eficiência da água.

Ninguém aqui está negando que o abacate é uma safra sedenta, como Ignacio Cabellero Torretti da Fruits from Chile (Frutas do Chile) nos diz, é um caso de aproveitamento de novas tecnologias: “Existem muitos lugares que já empregam a tecnologia de irrigação, mas precisamos de um jeito de nos tornar mais eficientes com a água utilizada na irrigação.” E agora que os motores estão ligados, com os corpos públicos e privados, assim como produtores, empurrando à mesma direção, essa unidade sustentável no Chile apenas crescerá com o passar do tempo. Como Contardo-Sfeir conclui: “Como associação e produtores, estamos constantemente na busca por inovações, novos produtos/serviços que podem nos ajudar à continuar a ser os mais eficientes possíveis no uso de água.”

Com isso em mente, o Grupo IST, sedeado em Santiago, desenvolveu a Water Consciousness for Agriculture in Chile 2030 (Consciência da Água para a Agricultura no Chile 2030), o resultado da colaboração entre entidades públicas e privadas em busca de soluções hídricas inovadoras. Dentro do que esse programa remete, está a nova iniciativa ‘Campos Responsables’ (Campos Responsáveis) que foca em reconhecer produtores que estão incorporando novas tecnologias nos esforços de eficiência de água. “Diversos produtores já ingressaram e estamos trabalhando para adicionar mais produtores de abacate à esse programa de eficiência de água ao longo de 2019,” diz Felipe Villarino do Grupo IST. Esse interesse destaca o quão conscientes os produtores são agora para tornar a sustentabilidade uma parte integral de suas operações.

Após tudo isso, uma coisa é clara: a sede dos abacates por água é equivalente Á sede dos produtores chilenos por inovação, com a qual a eficiência de água e sustentabilidade apenas continuam a crescer.

“As an association and as growers, we are constantly on the lookout for innovations, new products/services which help us continue being as efficient as possible in water use.”

 – Francisco Contardo-Sfeir, Palta Hass

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